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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Compêndio de lengalengas, rimas e cantilenas portuguesas do século XVI ao século XX.


Compêndio de lengalengas, rimas e cantilenas portuguesas do século XVI ao século XX.

Tão balalão
Cabeça de cão
Orelhas de gato
Não tem coração
“O que é uma lengalenga?” Poderão alguns perguntar. Ora, bem, uma lengalenga é uma cantilena, uma rima ou um texto curto, na qual se repetem determinadas palavras ou expressões que permitem que a mesma se decore com facilidade. Geralmente estão associadas a brincadeiras e jogos infantis e são transmitidas de geração em geração, havendo algumas que são ditas e cantadas à centenas de anos.
Tal como os provérbios, os adágios e as cantigas populares, as lengalengas fazem parte da cultura de um povo, embora não lhes seja dada tanta importância pelos académicos como as demais expressões folclóricas, possivelmente por fazerem parte do universo infantil.
Mas as lengalengas não são apenas rimas que têm dado cor às brincadeiras de crianças. Elas também têm um valor e um contexto próprio. Por detrás de muitas delas, sobretudo as mais antigas, há uma história interessante sobre como surgiram e foram criadas; e algumas deixam a dúvida sobre o significado enigmático dos seus versos motivando o debate sobre o que pode ter estado na sua origem.
Nos tempos medievais, por exemplo, uma lengalenga tinha quase sempre por base um evento que gerava a discussão popular. Eram criadas por pregões de praça ou “cómicos” de feiras e depois eram repetidos pelas crianças nas suas brincadeiras. Eram assim que nasciam as lengalengas populares.
Ora, nesta presente compilação, reuniram-se um punhado de lengalengas antigas, apanhadas aqui e ali – da memória, de ouvido, de velhos livros, de investigação em bibliotecas e de pesquisas na internet. Demos primazia a lengalengas ainda vivas, cantadas ainda hoje, não tendo pretensões de reunir aqui rimas medievais de difícil entendimento e que requeriam traduções. O nosso objetivo foi despertar a nostalgia pelo recordação dos versos que fizeram parte da infância dos nossos avós, dos nossos pais, da nossa e, por ventura, dos nossos filhos. Que ao lê-las lhe seja dado a recordar e dizer: “Lembro-me desta.”

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